07/02/2012 - Palavra do Diretor
Os profissionais clínicos sabem das enormes dificuldades no tratamento da Dependência Química, e os acanhados resultados talvez sejam tão frustrantes devido à enorme quantidade de variáveis que contribuem, negativamente, para o assombro do insucesso do tratamento ambulatorial.
Sem dúvida, tanto para questões de alcoolismo, quanto da dependência do crack e outras drogas, consequência quase obrigatória do primeiro, por ser tratada como socialmente permitida, uma das variáveis mais danosas é o apelo cultural para o consumo de bebida alcoólica. Para o adolescente é quase depreciativo recusar tomar uma “cerveja” com seus amigos. Da primeira para a segunda é um passo, logo mais uma e mais outras e assim vai o tempo. Já curtido fica vulnerável ao uso de outras drogas.
Soma-se o perigo maior, que é de o dependente químico nunca se considerar dependente de fato. Ele acha, e continuará achando a vida toda, que pode parar quando ele quiser.
Outra variável comprometedora é a atitude de negação do problema pela família, que “não sabe de nada” até que a gritante evidência dos fatos remova essa espécie de cegueira familiar. E os problemas se acumulam por acreditar que seu familiar é sempre diferente dos outros.
Nada resolve.
É nesse momento que a Comunidade Terapêutica se apresenta com as condições necessárias para poder ajudar no tratamento do dependente que busca a Instituição, através de seus familiares ou amigos, o direcionamento para a recuperação da dependência e sua reinserção na sociedade.
É com esse pensamento que nossos IIr? estão sempre atentos à contribuição voluntária de maneira que a Comunidade Terapêutica venha alcançar bons resultados.
Nós continuamos, porque acreditamos que estamos fazendo o bem e nos dedicando aos que mais necessitam.
Estejam conosco.